VOLVO C70 CELEBRA 22 ANOS

 

O veículo representou um novo nicho de mercado em um período importante para a Volvo

 

Impulsionado pelo entusiasmo e desenvolvido por uma equipe pequena e apaixonada, o modelo foi apresentado ao mundo há vinte e dois anos no Salão de Paris de 1996.


Primeiro cupê da Volvo desde o modelo 1800, o C70 contou com a colaboração da empresa de engenharia TWR e foi construído na fábrica recém-inaugurada de Uddevalla, na Suécia.


No início dos anos 90, a Volvo decidiu expandir sua linha de veículos com um cupê e um cabriolet. As duas versões seriam desenvolvidas simultaneamente e montadas na plataforma do modelo 850.

 

 

Um grupo pequeno foi formado para o projeto, no início de 1994. A Volvo possuía pouca experiência no desenvolvimento de um produto de nicho tão marcante, e havia pressa. Daí a colaboração com a empresa britânica de engenharia TWR (Tom Walkinshaw Racing), já envolvida com o time de corridas da Volvo na BTCC.

 

A equipe teve apenas dois meses para definir o projeto. Isso custou as férias de seus integrantes, que se deslocaram ao sul da França para alugar e testar os cupês e cabriolets da concorrência. Com a pausa no descanso, foi permitido aos colaboradores que levassem suas famílias, o que acabou se tornando um sucesso inesperado. Muitas sugestões anotadas não teriam aparecido se apenas projetistas de carros fossem os únicos a analisar o segmento. Isso trouxe um grande benefício principalmente no trabalho da equipe de design.

 

Boa parte do desenvolvimento do modelo aconteceu na TWR, perto de Oxford, na Inglaterra. A Volvo era responsável pela estrutura técnica básica e determinava quais seriam as características do carro. A TWR atuava no ajuste do desenho e na produção. Uma equipe completa de desenvolvimento trabalhava num enorme galpão no qual Tom Walkinshaw, o carismático dono da TWR, também mantinha sua coleção de automóveis.

 

 

À equipe de projeto foi concedida uma liberdade incomum na concepção do carro. O chefe de Design da Volvo, Peter Horbury quis mudar a ideia de desenho angular e quadrado da Volvo. Quando Ian Callum, da TWR, mostrou rascunhos de um cupê com teto bem arqueado e laterais esculpidas, a decisão foi firmada para que o projeto continuasse, quase sem mudança, até o início da produção.

 

O novo carro tinha a mesma distância entre-eixos e comprimento do Volvo 850, só que com um porte mais elegante. Como o modelo também seria produzido como cabriolet, a equipe de engenharia garantiu que o projeto funcionaria tanto com quanto sem o teto.

 

O período de desenvolvimento do C70 foi breve – levou apenas 30 meses desde os primeiros estudos até à produção das primeiras unidades. Para isso, a colaboração com a TWR foi fundamental, e os custos do projeto administráveis.

 

A nova linguagem de design apresentada pelo C70 entusiasmou o chefe de Design da Volvo: “Jogamos fora a caixa, mas ficamos com o brinquedo que ela continha”, comentou Peter Horbury, depois da primeira exibição para a imprensa, quando entrou no palco guiando um C70 amarelo.

 

A dianteira estava claramente ligada à Volvo, enquanto o resto da carroceria era mais curvilínea do que qualquer lançamento anterior da empresa. O C70 anunciou uma nova direção no design que iria caracterizar muitos modelos futuros.

 

A liberdade de escolha para o cliente era importante num carro como o C70. Havia 17 cores sólidas, metálicas e perolizadas à disposição, com 40 combinações diferentes de interior e com materiais diferentes.

 

Interior do Volvo C70 I

 

Era também crucial que a velocidade combinasse com o visual. Assim, o C70 foi lançado exclusivamente com motores turbo com cinco cilindros. O mais forte, com 2,3 litros e 240 hp, veio do Volvo 850R. Uma versão mais calma (2,5 litros e 193 hp) foi lançada ao mesmo tempo, e havia versões de 2 litros oferecendo 180 e 225 hp, respectivamente, para mercados no qual o volume do motor determinava os índices de impostos.

 

 C70 I Coupe, Triton, 426 Silver metallic

 

Apesar de o conceito emocional do C70 reinar sobre o racional, havia bastante espaço para quatro pessoas e suas bagagens. O nível de segurança era muito alto, pois contava com recursos como sistema de proteção contra impacto lateral (SIPS), proteção contra lesões cervicais (WHIPS), cintos com tensionador e airbags laterais.

 

Com a TWR, a Volvo formou uma joint-venture, Autonova, em Uddevalla, que tinha capacidade para fabricar 20 mil carros ao ano. A produção deixou o princípio da linha de montagem, para que uma equipe de trabalho acompanhasse cada carro por meio de vários estágios de produção, até outras equipes assumirem.

 

O C70 Cabriolet foi revelado um ano depois do lançamento da versão cupê, tornando-se o primeiro conversível da Volvo da era moderna. O modelo introduziu recursos como o Sistema de Proteção em Capotamentos – com duas estruturas atrás do assento traseiro ativadas no momento de um capotamento. A armação do para-brisa foi ancorada à placa de base e fabricada de aço de alta resistência.

 

C70 I Cabriolet

 

O design resistiu ao tempo e não mudou significativamente durante os nove anos de vida da primeira geração. O Volvo C70 Coupé foi fabricado até 2002, enquanto o cabriolet continuou por mais três anos, até abril de 2005. Dos 76.809 C70 construídos, 24.395 eram cupês e 52.414, cabriolets.

 

A segunda geração do C70 conversível, construído pela Pininfarina com teto rígido em três partes, foi lançada no Salão de Paris em setembro de 2005.

 

Volvo C70 II 2006-2013 

 

 

10 coisas que talvez você não saiba sobre o Volvo C70:

 

- O modelo possuía um dos melhores sistemas de som da época, com alto-falantes da marca dinamarquesa Dynaudio, Dolby Surround e amplificador de até 4×100 watts;


- Na Suécia existe um clube especial para os proprietários do C70 – o Swedish Volvo C70 Club.

 

- Os participantes do club orgasizaram um desfile desde a fábrica em Uddevalla até o Museu da Volvo, em Gotemburgo, para o 20º aniversário.

 

- Foi possível acompanhar online a avant-première em Paris – essa foi a primeira vez que isso aconteceu na Europa.


- Em 1998, o C70 foi eleito o melhor Volvo na pesquisa de satisfação do cliente da J. D. Power, ficando em 5º lugar no ranking geral;


- Tom Walkinshaw, o homem por trás da TWR, era um piloto de corridas com muita experiência, com três títulos mundiais na categoria de touring car e duas vitórias nas 24 horas de Daytona e Le Mans, respectivamente;


- Em 1999, a Volvo adquiriu a TWR da Autonova e continuou a produção própria. Mais tarde, formou outra empresa com a italiana Pininfarina;


- Na produção do filme O Santo (1997), Simon Templar, representado por Val Kilmer, guiou um Volvo C70.

 

- O filme O Santo foi produzido antes do lançamento do carro, exigindo sigilo absoluto.

 

- O C70 foi produzido somente na Suécia ( Fábrica de Uddevalla).

 

 

Galeria fotos do C70 I & C70 II

 

 

Fonte: Volvocars, Elitemagazine

 Miniaturas VOLVO C70 COUPE 1998 - VOLVO C70 CABRIOLET 2001 - VOLVO C70 2010 

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